domingo, 29 de novembro de 2015

Curso sobre Escola Inclusiva e Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Curso: Construindo uma Escola Inclusiva

VIABILIZANDO O ATENDIMENTO DO ALUNO COM NECESSIDADE ESPECIAL NA ESCOLA REGULAR

No dia 15/05/2015, participamos de um curso ministrado pela Sr.ª Ana Maria M. de Mendonça Uchôa, coordenadora do Napes – Resende/RJ, com o escopo de promover a valorização da escola inclusiva, bem como o atendimento educacional especializado com foco na deficiência auditiva.

Existe uma parceria do MEC com algumas instituições e programas que em conjunto trabalham para a efetivação da escola inclusiva, a fim de facilitar o acesso dos alunos deficientes auditivos à escola regular, são eles:

·      NAPES - NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO, tem como objetivo a implementação da política de inclusão nas escolas da rede regular de ensino do estado do Rio de Janeiro. É o responsável pelas políticas públicas relacionadas aos deficientes.
 
·      CAS – CENTRO DE ATENDIMENTO A SURDEZ, é o responsável pelo desenvolvimento de ações educacionais, para a educação dos alunos com surdez e com surdocegueira. Tem como objetivo promover a política de educação inclusiva e o atendimento às necessidades educacionais dos alunos surdos ou com deficiência auditiva e dos alunos surdocegos. E suas principais funções são: socializar a política de inclusão escolar/social, disseminar informações sobre educação dos surdos e dos surdocegos, propiciar a formação continuada para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.

·      APIL – ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS TRADUTORES/INTÉRPRETES DE LIBRAS, tem como função auxiliar seus associados provendo as instalações necessárias para iniciar e sustentar carreiras enquanto se é assegurada a qualidade nos serviços à Comunidade Surda. A APILRJ se empenha na melhoria da qualidade, quantidade e qualificação dos intérpretes de língua de sinais através de três principais serviços: Sistema de Testes Estadual, Programa de Manutenção de Certificação e Sistema de Práticas Éticas. E é a responsável por suas contratações.
 
·      SALA DE RECUSOS, são salas destinadas a integrar alunos com deficiências nas escolas regulares por meio da política de educação inclusiva. São salas com materiais diferenciados e profissionais preparados especificamente para o atendimento às diversas necessidades educativas especiais dos educandos. **Trata-se de um programa do Ministério da Educação do Brasil que fornece alguns equipamentos de informática, mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos, para a criação dessas salas nas escolas.

Durante o curso aprendemos conceitos importantes, como a diferenciação de deficiência auditiva e surdez, entre outros.

Deficiência auditiva – é a perda auditiva de fato.

Surdez – Está ligada a identidade. Pessoas com deficiência auditiva que fazem parte da cultura surda.

Surdo – Utiliza a linguagem de sinais.

Deficiente Auditivo – Não utiliza a linguagem de sinais.

LIBRASé a língua brasileira de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros[ e reconhecida por Lei.

Na Língua Brasileira de sinais, como em qualquer língua, também existem diferenças regionais. Sendo assim, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade/região do país. Além disso, trata-se de uma língua gestual, com transmissão de idéias e fatos, portanto tem que ter expressão! EXPRESSÃO é tudo. Sinal sem expressão não convence!

Com relação a dificuldade de “fala” dos deficientes auditivos, é importante salientar que TODO SURDO É CAPAZ DE FALAR, mesmo que com dificuldades de entonação. Só não é capaz de falar aquele que possui deficiência nas cordas vocais ou em algum outro órgão que influencie diretamente na articulação da fala, o que não é o caso da surdez. Portanto, o deficiente auditivo NÃO É Surdo-Mudo! Ele pode não ter dominado as habilidades da fala em virtude de sua deficiência, pois não é capaz de ouvir para reproduzir, mas sua capacidade de falar está intacta, e pode ser desenvolvida.

Atualmente podemos contar com alguns avanços tecnológicos importantes que contribuem não só para para inclusão dos alunos com necessidades especiais auditivas na escola regular, mas também para inclusão na sociedade, tais como:

Aparelho Sistema FM – Para deficientes que possuem algum resíduo de audição. O Sistema de FM é uma tecnologia sem fios que ajuda as pessoas a entenderem melhor a fala em situações onde há ruído, eco ou quando o interlocutor está longe. Os Sistemas de FM geralmente trabalham em conjunto com os aparelhos auditivos e implantes cocleares, embora exista sistema de FM para pessoas com audição normal (como pessoas com dificuldades de atenção, transtorno do processamento auditivo, hiperatividade etc). O Aparelho FM capta a voz do interlocutor via um microfone sem fio conectado ou integrado a um transmissor e envia o sinal (através de ondas de rádio inofensivas) para o ouvinte. O ouvinte só precisa ter um minúsculo receptor de FM conectado ao seu aparelho auditivo ou implante coclear.

Programa HAND TALK - Realiza tradução digital e automática para a Língua de Sinais, utilizada pela comunidade surda. É um aplicativo que facilita a comunicação entre os surdos e ouvintes, que serve de ferramenta auxiliar e complementar para o trabalho dos intérpretes. Tem um Avatar muito simpático, o intérprete virtual Hugo, que é um personagem em 3D, que torna a comunicação bem divertida! 


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