Curso: Construindo uma Escola Inclusiva
VIABILIZANDO
O ATENDIMENTO DO ALUNO COM NECESSIDADE
ESPECIAL NA ESCOLA REGULAR
No dia 15/05/2015, participamos de um curso ministrado pela Sr.ª Ana Maria M. de Mendonça Uchôa, coordenadora do
Napes – Resende/RJ, com o escopo de promover a valorização da escola inclusiva,
bem como o atendimento educacional especializado com foco na deficiência
auditiva.
Existe
uma parceria do MEC com algumas instituições e programas que em conjunto
trabalham para a efetivação da escola inclusiva, a fim de facilitar o acesso dos
alunos deficientes auditivos à escola regular, são eles:
· NAPES - NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO, tem
como objetivo a implementação da política de inclusão nas escolas da rede
regular de ensino do estado do Rio de Janeiro. É o responsável pelas políticas
públicas relacionadas aos deficientes.
·
CAS – CENTRO DE
ATENDIMENTO A SURDEZ, é o responsável pelo desenvolvimento de ações educacionais, para
a educação dos alunos com surdez e com surdocegueira. Tem como objetivo
promover a política de educação inclusiva e o atendimento às necessidades
educacionais dos alunos surdos ou com deficiência auditiva e dos alunos
surdocegos. E suas principais funções são: socializar a política de inclusão
escolar/social, disseminar informações sobre educação dos surdos e dos
surdocegos, propiciar a formação continuada para o atendimento às necessidades
educacionais especiais dos alunos.
·
APIL – ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS TRADUTORES/INTÉRPRETES DE LIBRAS, tem
como função auxiliar seus associados provendo as instalações necessárias para
iniciar e sustentar carreiras enquanto se é assegurada a qualidade nos serviços
à Comunidade Surda. A APILRJ se empenha na melhoria da qualidade, quantidade e
qualificação dos intérpretes de língua de sinais através de três principais
serviços: Sistema de Testes Estadual, Programa de Manutenção de Certificação e
Sistema de Práticas Éticas. E é a responsável por suas contratações.
·
SALA DE RECUSOS, são salas destinadas a
integrar alunos com deficiências nas escolas regulares por meio da política de educação inclusiva. São salas com materiais
diferenciados e profissionais preparados especificamente para o atendimento às
diversas necessidades educativas especiais
dos educandos. **Trata-se de um programa do Ministério da Educação do Brasil
que fornece alguns equipamentos de informática, mobiliários, materiais didáticos
e pedagógicos, para a criação dessas salas nas escolas.
Durante o curso aprendemos
conceitos importantes, como a diferenciação de deficiência auditiva e surdez,
entre outros.
Deficiência auditiva – é a perda
auditiva de fato.
Surdez – Está ligada a identidade.
Pessoas com deficiência auditiva que fazem parte da cultura surda.
Surdo – Utiliza a linguagem de sinais.
Deficiente Auditivo – Não utiliza a
linguagem de sinais.
LIBRAS – é a língua
brasileira de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos
dos centros urbanos brasileiros[
e reconhecida por Lei.
Na Língua Brasileira de sinais, como em qualquer língua, também existem diferenças
regionais. Sendo assim, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade/região
do país. Além disso, trata-se de uma língua gestual, com transmissão de idéias
e fatos, portanto tem que ter expressão! EXPRESSÃO é tudo. Sinal sem expressão
não convence!
Com relação a dificuldade de “fala” dos deficientes
auditivos, é importante salientar que TODO SURDO É CAPAZ DE FALAR, mesmo que
com dificuldades de entonação. Só não é capaz de falar aquele que possui deficiência
nas cordas vocais ou em algum outro órgão que influencie diretamente na
articulação da fala, o que não é o caso da surdez. Portanto, o deficiente
auditivo NÃO É Surdo-Mudo! Ele pode não ter dominado as habilidades da fala em
virtude de sua deficiência, pois não é capaz de ouvir para reproduzir, mas sua
capacidade de falar está intacta, e pode ser desenvolvida.
Atualmente podemos contar com alguns avanços tecnológicos
importantes que contribuem não só para para inclusão dos
alunos com necessidades especiais auditivas na escola regular, mas também para
inclusão na sociedade, tais como:
Aparelho Sistema FM – Para deficientes que possuem algum resíduo de audição. O Sistema de FM é uma tecnologia sem fios que ajuda as
pessoas a entenderem melhor a fala em situações onde há ruído, eco ou quando o
interlocutor está longe. Os Sistemas de FM geralmente trabalham em conjunto com
os aparelhos auditivos e implantes cocleares, embora exista sistema de FM para
pessoas com audição normal (como pessoas com dificuldades de atenção,
transtorno do processamento auditivo, hiperatividade etc). O Aparelho FM capta
a voz do interlocutor via um microfone sem fio conectado ou integrado a um
transmissor e envia o sinal (através de ondas de rádio inofensivas) para o
ouvinte. O ouvinte só precisa ter um minúsculo receptor de FM conectado ao seu
aparelho auditivo ou implante coclear.
Programa HAND TALK - Realiza tradução digital e automática para a Língua de Sinais, utilizada pela comunidade surda. É um aplicativo que facilita a comunicação entre os surdos e ouvintes, que serve de ferramenta auxiliar e complementar para o trabalho dos intérpretes. Tem um Avatar muito simpático, o intérprete virtual Hugo, que é um personagem em 3D, que torna a comunicação bem divertida!


